O corpo vivo se revoltava como podia, tentando expulsar o que nada havia.
O ser se contorcia, água queria, e água recebeu. Bebeu e ergueu-se de leve ânimo novamente.
Ele caminhava tranquilo quando a pressão caiu, a luz obscureceu, o controle cedeu e a fraqueza venceu. E o frio era imenso.
Horas antes, a mente mandava, o corpo seguia e o ser apaixonado de vida permanecia ativo, atento e produtivo, numa viagem de admiração e contemplação a sua volta. Alegria.
Em sua ansia de potência, no desenfreio alegre de querer tudo à hora, acaba em descompasso com a sua natureza. Volta e meia no tempo, desaba e morre por instantes.
E não fora por desleixo, ideologia ou fantasia. Em sua ansia de vida e idéias o ser esqueceu de alimentar-se.
A relação mente e corpo, antes presente, desequilibrou-se em importância. O corpo esquecido reivnidica a volta da companheira.
Primeiro sinaliza, cutuca com a fome. Ignorado, o corpo amolece e espriguiça, tentando derrubar-se para descansar. Ignorado outra vez, mal correspondido, ele parte para a violência, debate-se como sabe, e força a mente a voltar à cooperação.
Nem só de vida vive o homem, mas pão, antes de qualquer anseio.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Ao amor dos filhos de Gandi
Que noite é essa que invade a paz segura de si que há em minhas terras?
Que lagrima é esta que não cai, mas ali está, em um sorriso moleque e sedutor?
Que esperança nos atravessa no abraço lento e firme dessa noite de chuva?
Que delirio nos domina, a altura dos olhos, no descanso breve entre uma ventania e outra?
Que som nos faz vibrar, sorrir e querer dizer coisas há tempos guardadas no baú do medo?
Que guarda-chuva nos protege das moedas que caem sobre nós?
Que sorte é essa de tropeçar num caminho imprevisto e ver que é por ali mesmo que se queria seguir?
Que despedida é essa que não dói e alimenta a sede de voltar?
Que musicas embalarão as noites de amor de todos os filhos de Gandi?
Que lagrima é esta que não cai, mas ali está, em um sorriso moleque e sedutor?
Que esperança nos atravessa no abraço lento e firme dessa noite de chuva?
Que delirio nos domina, a altura dos olhos, no descanso breve entre uma ventania e outra?
Que som nos faz vibrar, sorrir e querer dizer coisas há tempos guardadas no baú do medo?
Que guarda-chuva nos protege das moedas que caem sobre nós?
Que sorte é essa de tropeçar num caminho imprevisto e ver que é por ali mesmo que se queria seguir?
Que despedida é essa que não dói e alimenta a sede de voltar?
Que musicas embalarão as noites de amor de todos os filhos de Gandi?
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