domingo, 9 de agosto de 2009

Ao amor dos filhos de Gandi

Que noite é essa que invade a paz segura de si que há em minhas terras?
Que lagrima é esta que não cai, mas ali está, em um sorriso moleque e sedutor?
Que esperança nos atravessa no abraço lento e firme dessa noite de chuva?
Que delirio nos domina, a altura dos olhos, no descanso breve entre uma ventania e outra?
Que som nos faz vibrar, sorrir e querer dizer coisas há tempos guardadas no baú do medo?
Que guarda-chuva nos protege das moedas que caem sobre nós?
Que sorte é essa de tropeçar num caminho imprevisto e ver que é por ali mesmo que se queria seguir?
Que despedida é essa que não dói e alimenta a sede de voltar?
Que musicas embalarão as noites de amor de todos os filhos de Gandi?

Um comentário:

  1. "Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
    (Clarice Lispector)

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