O corpo vivo se revoltava como podia, tentando expulsar o que nada havia.
O ser se contorcia, água queria, e água recebeu. Bebeu e ergueu-se de leve ânimo novamente.
Ele caminhava tranquilo quando a pressão caiu, a luz obscureceu, o controle cedeu e a fraqueza venceu. E o frio era imenso.
Horas antes, a mente mandava, o corpo seguia e o ser apaixonado de vida permanecia ativo, atento e produtivo, numa viagem de admiração e contemplação a sua volta. Alegria.
Em sua ansia de potência, no desenfreio alegre de querer tudo à hora, acaba em descompasso com a sua natureza. Volta e meia no tempo, desaba e morre por instantes.
E não fora por desleixo, ideologia ou fantasia. Em sua ansia de vida e idéias o ser esqueceu de alimentar-se.
A relação mente e corpo, antes presente, desequilibrou-se em importância. O corpo esquecido reivnidica a volta da companheira.
Primeiro sinaliza, cutuca com a fome. Ignorado, o corpo amolece e espriguiça, tentando derrubar-se para descansar. Ignorado outra vez, mal correspondido, ele parte para a violência, debate-se como sabe, e força a mente a voltar à cooperação.
Nem só de vida vive o homem, mas pão, antes de qualquer anseio.
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